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Mobilidade urbana é qualidade de vida
 
Ganha espaço no país o conceito de mobilidade urbana que, além de facilidade de transporte nas grandes cidades, significa também uma vida mais saudável, prática e sustentável.
 
05 de setembro de 2010
por Camila Passetti
 

Ter uma rotina organizada, manter-se equilibrado e em harmonia com o meio ambiente está cada vez mais difícil, principalmente para os que moram nos grandes centros urbanos. Realizar todas as tarefas diárias e ainda ter tempo para lazer de maneira segura, saudável, confortável, sustentável e eficiente parece ser um desafio gigantesco ou até impossível. Mas o conceito de mobilidade urbana sustentável surgiu para provar o contrário.

''A mobilidade urbana é considerada a capacidade de deslocamento de pessoas e bens no espaço urbano para a realização das atividades cotidianas em tempo considerado ideal, de modo confortável e seguro'', explica a professora e socióloga Marilena Lavorato, especialista em gestão ambiental e gestão empresarial estratégica.
 
Ela explica que o conceito ''mobilidade urbana sustentável'', que teve início na Europa, emplacou no Brasil na ultima década. ''O Ministério das Cidades orienta que todas as cidades com mais de 100 mil habitantes devem elaborar um Plano de Mobilidade Urbana, pois esse número de habitantes já é considerado como uma densidade populacional relevante causadora de problemas de mobilidade urbana'', afirma.

Apesar dessa política, porém, o mais comum é o cidadão urbano brasileiro passar horas preso no trânsito ou condenado a percorrer grandes distâncias entre trabalho e casa. Cuidar do lazer e da família é no fim de semana e olhe lá. Para a especialista, existem soluções se a vida for enxergada do ponto de vista do coletivo. De acordo com ela, algumas atitudes inteligentes podem ajudar as pessoas a melhorar sua qualidade de vida e ainda ajudar os outros.

''É importante pensar de forma estratégica e não convencional, e enxergar além do lugar comum. Ter visão sistêmica da mobilidade urbana para compreender como sua atitude individual impacta o todo, e que você faz parte deste todo. E a melhor opção é sempre simples e descomplicada'', ressalta.

Ela continua: ''Procure usar mais o transporte público, andar a pé quando o trajeto for pequeno e rápido. Prefira carros mais compactos (menores e com maior eficiência), assim você ocupa menos espaço e polui menos. Pratique a carona solidária e opte por combustíveis menos poluidores. Organize seus roteiros juntando o que for possível para fazer tudo de uma única vez''.

É fundamental ter consciência, segundo ela, de que a mobilidade urbana tem grande impacto não apenas na vida pessoal, mas também na economia. Marilena explica que, quando problemática, a mobilidade urbana custa caro ao estado e à sociedade.

''Junto com a imobilidade dos grandes centros urbanos vêm as emissões atmosféricas, a poluição sonora, a dificuldade de atendimento (e resgate) urgente, a demora de entrega ou recebimento de materiais imprescindíveis para girar a economia etc.'', afirma.

Existem estudos que conseguem medir os gastos com doenças respiratórias e estresse, com perdas de materiais perecíveis ou mesmo com os cuidados necessários para sua conservação, com a queda de produtividade em geral e, principalmente, os custos decorrentes dos impactos ambientais causados pelas emissões de gás carbônico (CO2) na atmosfera - provocadas por veículos que utilizam combustíveis fósseis.

''Tudo isso causa perdas sociais, ambientais e econômicas evidentes. Doenças respiratórias, estresse, cansaço, perda auditiva, queda da imunidade, queda da produtividade etc. É um círculo vicioso que afeta a economia, o meio ambiente e a saúde das pessoas'', conclui.

Sustentabilidade

Pensar a mobilidade urbana de modo mais eficiente em termos sociais, econômicos e ambientais é, por fim, sustentabilidade - conceito que define uma atividade socialmente justa e que não prejudica o meio ambiente, repondo ou recuperando os recursos utilizados. Para que cada um faça a sua parte, a professora aconselha perguntar a si mesmo: ''Antes de consumir ou praticar algum ato, pergunte: eu preciso mesmo disto? Esta é a melhor forma de fazer isto?''

Segundo ela, a sustentabilidade também tem por princípio a lógica e a coerência, por isso, pensar e agir de forma sustentável significa ser racional e simples. ''Mas parece que andamos na contramão deste princípio nas ultimas décadas, pois ser prático e simples não causa polêmica, não tem glamour, não chama atenção e parece que não faz sucesso também'', lamenta.

Entretanto, ela acredita que o cenário começa a mudar e se diz otimista. ''Se durante décadas fomos incentivados a ser insustentáveis, está na hora de reverter. Basta dar o primeiro passo, que o segundo, terceiro, quinto passos serão consequência. Tudo começa com poucos e de repente agrega milhares'', afirma.

Foi o que aconteceu, segundo ela, com a militância a favor do meio ambiente. ''No início, eram apenas alguns 'ecochatos'; hoje, além de cientistas, personalidades famosas, políticos, ONGs, milhares de pessoas prestam atenção e são ativistas da causa. Empresas produzem e consumidores compram produtos mais sustentáveis e saudáveis. Enfim, juntos, estamos construindo um novo formato de economia, um novo estilo de vida, menos insustentável e mais saudável'', diz.

Matéria produzida para o site Bradesco Universitarios em 12/08/2010

 
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