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Pedro Markun: 'A política não precisa ser uma coisa que a gente detesta'
Ele é um dos idealizadores do movimento Transparência Hacker, que reúne jovens de várias profissões com a proposta de juntar comunicação e tecnologia em favor dos interesses da sociedade. Por exemplo, ajudando a tornar mais transparentes as informações sobre as ações de governantes e parlamentares. [+]
 
 
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Pedro Markun: 'A política não precisa ser uma coisa que a gente detesta'
 
Tecnologia, comunicação e engajamento social são algumas das vertentes que movem o paulistano Pedro Markun ao seu principal objetivo: descobrir uma nova forma de fazer política, mais transparente e próxima da população.
 
08 de janeiro de 2013
por Aline Nogueira de Sá
 

Filho do escritor e jornalista Paulo Markun, Pedro fundou o Transparência Hacker é um dos idealizadores do movimento Transparência Hacker, que reúne jovens de várias profissões (desenvolvedores web, jornalistas, advogados, designers, entre outros) com a proposta de juntar comunicação e tecnologia em favor dos interesses da sociedade. Por exemplo, ajudando a tornar mais transparentes, em formatos acessíveis, as informações sobre as ações de governantes e parlamentares.

O Transparência foi fundado há mais de quatro anos, conta com a ajuda de cerca de 800 voluntários e abriga várias iniciativas e projetos, como o Legisdados, que espelha informações sobre tramitações na Câmara dos Deputados e Senado, e o SOS Alagoas, que adaptou ferramentas digitais para ajudar vítimas das enchentes de Alagoas em 2010.

Também marca presença em eventos de grande porte como o Campus Party Brasil, que ocorreu em fevereiro de 2012 em São Paulo, no qual Pedro participou como palestrante, e a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, em junho do mesmo ano. 

Um dos responsáveis pelo Jornal de Debates, Pedro abandonou as faculdades de história e de comunicação digital e criou a sua própria graduação, como ele diz, com disciplinas de vários cursos diferentes. De fala rápida, e um milhão de ideias na cabeça ao mesmo tempo, ele concedeu a entrevista abaixo, na qual fala sobre a falta de transparência na política, inclusão digital, softwares livres, WikiLeaks (organização transnacional que publica informações confidenciais de governos e empresas), entre outros assuntos polêmicos.

Leia, a seguir:

Provocador nato

Por que você se descreve no Facebook como um ''provocador nato''?

Pedro Markun - Acho que tem a ver como a forma como eu vivo com as coisas, um pouco de inquietação. Venho trabalhando com essa história de transformação social, digital, desde que comecei a trabalhar. Sempre motivado por essa ideia de que existe um potencial transformador gigante na internet e nessas tecnologias, que diminui as diferenças entre quem fala e quem escuta.

Explique um pouco melhor a sua formação. Você é graduado em comunicação digital?

Eu fiz três anos de história, um ano de comunicação digital e aí eu desisti de vez da faculdade, achei que definitivamente não era ali que eu encontraria respostas possíveis e possibilidades de fazer coisas. Esse ano eu recomecei e estou agora fazendo minha própria graduação.

Como assim sua própria graduação?

Eu estou fazendo uma série de cadeiras, cursos e construindo o meu programa curricular para montar uma graduação a partir de experiências próprias. Minha própria faculdade Pedro Markun.

E como é essa grade?

É uma grade em construção. Não programei o curso inteiro porque eu acho um desperdício com a velocidade como as coisas mudam. Mas para este semestre eu estou tendo uma cadeira de Python que é uma linguagem de programação, estou fazendo Introdução às Ciências Políticas. Enfim, essa grade trabalha um pouco com cursos livres e abertos de educação que tem pela internet afora, misturados com algumas coisas de TI, mas a ideia é jogar outras coisas na mistura, como participar como ouvinte de algumas cadeiras de alguns professores legais que eu conheço na USP (Universidade de São Paulo) ou na (Faculdade) Cásper Líbero, por exemplo.  A ideia é criar o melhor curso que eu posso criar para mim, ao invés de me enquadrar em um modelo qualquer, partindo dessa intercomunicação entre comunicação, tecnologia e política.

Web-ativismo

Como veio a percepção de que esse conhecimento em tecnologia poderia ser usado para uma nova forma de fazer política?

O primeiro ponto é que acredito fundamentalmente que a internet e o digital são ferramentas que conseguem transformar e derrubar os intermediários. Ela fez isso na indústria da música, do jornalismo, está fazendo isso com a educação.

Há quatro anos eu estava em um boteco reclamando dos resultados nas eleições municipais, daí eu comecei a refletir sobre isso: se a internet é capaz de cortar os intermediários e mudar uma indústria poderosa como a da música, então por que não poderia fazer nada pela política? Ao mesmo tempo, a Dani (Daniela Silva), que é minha sócia e já era minha amiga na época, estava fazendo mestrado sobre a esfera pública interconectada. Baseados um pouco na pesquisa dela, a gente começou a pensar mais profundamente em todas essas questões...

Então foi aí que começou o Transparência Hacker?

Mais ou menos por aí. A primeira coisa que você deve pensar quando vai fazer qualquer coisa na vida é em achar mais pessoas para fazer com você. Primeiro, porque fazer sozinho é muito difícil, segundo, porque é muito chato. Por isso, eu e a Dani organizamos o primeiro THackDay (Transparência Hack Day). A gente marcou uma data e um local e convidamos as pessoas para ver o que acontecia. Apareceram 120 pessoas. A partir dali, a gente criou nossa primeira lista de discussão e foi um efeito bola de neve. Hoje a gente tem cerca de 800 membros.

Qual é a proposta do movimento?

Retomar nas pessoas a possibilidade de fazer política e essa definição veio mudando. Lá no começo tinha uma definição muito mais ligada com dados abertos e transparência. Mas a gente está em eterna mutação e hoje o principal norte é este, descobrir novas maneiras de fazer política. Apesar de eu não conseguir sentar e escrever um texto para você sobre o que isso realmente significa, já tem várias intuições, vários caminhos que a gente começa a descobrir. Agora acho que é o momento de apresentar essas ideias para as pessoas.

Ônibus Hacker

E vocês têm feito um movimento nesse sentido, de promover a discussão sobre novas formas de fazer política?

O Ônibus Hacker (ônibus comprado pelo grupo para levar a várias cidades o debate sobre transparência e participação política) é uma ação que criamos pensando nisso. A ideia é sair do nosso próprio umbigo para dialogar com as pessoas e mostrar que a política não precisa ser uma coisa que a gente detesta, pode ser algo com o qual a gente tenha capacidade de atuação. E isso não te a ver com convencer as pessoas a serem candidatas ou vincularem-se a partidos, mas com criar formas alternativas para que elas possam atuar politicamente e se sentir mais confortáveis com essa questão.

Então a transparência de dados deixou de ser o motivador?

Eu ainda acho que a transparência é a pedra fundamental nessa história, mas não a transparência dos dados. Uma coisa que a gente percebeu é que o grande problema está na transparência dos processos e um exemplo bastante pragmático está na área de controle fiscal orçamentário. O grande mecanismo de controle está em onde se gasta o dinheiro, mas isso não importa tanto quanto a forma com que o político faz para desviar tais recursos. É muito mais poderoso começar a entender como funciona esse tipo de processo. A questão não deve ser somente onde se rouba, mas como o cara faz para roubar. E esse segredo está muito bem guardado e é muito mais difícil de dar transparência.

E os mecanismos de transparência que vocês criam para ajudar nestas questões estão sempre voltados para tecnologia?

Essa é uma das possibilidades. Quando esse grupo nasceu, nós queríamos juntar pessoas que dominassem tecnologia com comunicadores. A gente entende que juntar esses dois mundos pode gerar coisas poderosas. Temos, por exemplo, uma galera mais na onda social, pensando em processos colaborativos. A gente vem diluindo esse foco nos bits e bytes, apesar desse ainda ser o nosso know-how.

Adesões Brasil afora

Quantas pessoas hoje estão ligadas ao Transparência?

Hoje a gente está com mais de 800 pessoas, mas no núcleo duro, mais ativo, temos umas 40 pessoas. O que tem acontecido nos últimos tempos é que a ideia de transparência tem se fragmentado em outros grupos e outras histórias. O pessoal da Poli (Escola Politécnica da USP), pelo PoliGNU, começou a trabalhar com a questão. O pessoal do Distrito Federal montou o THackDay DF, que é uma célula autônoma. Teve um pessoal de Portugal que fez um THackDay Porto, totalmente independente da gente. Então é difícil medir até onde essas ondas vão e quantas pessoas estão ligadas no mesmo conceito.

E qual é o perfil geral do pessoal?

O perfil do grupo é bastante variado, mesmo dentro do núcleo ativo temos muitos jornalistas, desenvolvedores, advogados, cidadãos curiosos e alguns designers. A média de idade é 25, mas descobrimos em uma pesquisa que temos de 17 a 60 anos frequentando as ações do grupo.

Deve ser um pessoal bastante politizado...

Acho que sim, mas também uma das vantagens de trabalhar nessa intersecção é que a gente acaba atraindo muita gente que está aí pela tecnologia, pelo desafio técnico. Eles dizem que não são politizados, mas eu discordo! Primeiro, porque tecnologia é uma ''parada'' política, segundo, porque são todos militantes pelo software livre, terceiro, porque o fato de o cara não saber se é o PT ou o PSDB quem está no governo não quer dizer que ele não é politizado, mas somente que ele não liga para política da forma como vem sendo feita.

Software livre

Você citou a questão da militância pelos softwares livres. Para você, qual a importância do incentivo ao desenvolvimento de softwares livres no país? Como você enxerga o Brasil hoje diante desta questão?

Eu acho que ainda é muito mais bonito na teoria do que na prática. A gente tem uma cultura dentro do governo de aceitação do software livre principalmente na esfera federal, mas, na prática, é mais difícil, até pela forma como são feitos os contratos de TI no governo. É aquilo que eu falo da transparência dos processos. Quando você vai tentar entender porque o software não é livre em um governo, você percebe que o negócio é mais embaixo. É difícil para a máquina, do jeito como as regras se aplicam, movimentar-se em direção ao software livre. Por isso, sempre o que rola é uma vitória e os caras que militam nesse movimento estão sempre na retaguarda porque, a qualquer vacilo, vem uma empresa maior que oferece uma solução e vende um software proprietário.

Você acha que é uma concorrência desleal?

É difícil você trabalhar com a lógica da livre concorrência com o software livre, em relação ao proprietário, porque por mais que você tenha empresas preparadas para atender demandas de governo em software livre é muito mais prático comprar de uma empresa grande um pacotão de programas. O problema é que é errado ter um sistema público de governo controlado por um fornecedor único. Mas a gente está vivendo uma coisa muito legal agora no Brasil que é a criação do portal dados.gov.br. (http://beta.dados.gov.br/dev/). Um pessoal do governo faz reuniões semanais com a sociedade para desenhar um portal colaborativo. A ideia é dar um passo a mais e pensar no software livre como cultura, aberto para que qualquer cidadão tenha acesso ao código para mexer e melhorar, como é no caso Linux, por exemplo.

Governo aberto

Voltando à questão não dos processos, mas dos dados: Você acha que deve haver em algum momento alguma restrição do governo, ou é a favor da total abertura dessas informações à população?

Com óbvias ressalvas a informações sigilosas e pessoais, sou a favor da abertura radical. Eu gosto da frase do Assange (Julian, do WikiLeaks) que diz que transparência é para os governos e para as empresas, privacidade é para as pessoas. Mas eu acho que a gente está tão mal nessa história de transparência que estas questões conflituosas como abertura de e-mails e de correspondências são o de menos. É preciso que o governo faça muito mais do que publicar algumas informações, tem que haver acesso completo e em um formato simples e legível para as pessoas.

Apesar do grande crescimento da internet no Brasil nos últimos anos, ainda há uma grande parte da população sem acesso à rede. De que forma um movimento como o Transparência Hacker pode atingir e beneficiar estas pessoas?

A gente ainda tem que vencer o grande desafio da inclusão digital no Brasil, mas eu nunca usaria isso como motivo para parar os trabalhos. Tirando as situações extremas, o acesso à tecnologia à vezes é maior do que parece. Na periferia, as pessoas estão frequentando cada vez mais as lan houses. No interior, muitas vezes sem banda larga, elas estão lá conectadas. Temos outra célula do Transparência em Santarém do Pará. É uma precariedade em termos de tecnologia, mas eles têm uma grande compreensão do processo da tecnologia aberta e livre e estão usando isso a favor do desenvolvimento local. A prefeita de lá já se comprometeu a colocar aulas de programação no currículo básico de todas as escolas e a intenção é transformar a cidade em um polo de software livre.

Crowdfunding

Quais são as principais dificuldades que o grupo enfrenta para que ideias como estas sobrevivam? As verbas vêm por meio de doações?

O Transparência é uma comunidade voluntária e cada projeto e produto tem uma história. Somos a favor da multiplicidade de formas de viabilizar as coisas e a grana não é a única, contamos com alguns apoios e parcerias. O Ônibus Hacker conseguimos arrecadando 58 mil reais por meio de crowdfunding (uma ''vaquinha'' entre apoiadores virtuais).
Qual a sua opinião sobre a proposta do WikiLeaks e a postura do governo norte-americano de tomar medidas que impediram as doações ao site?

Eu acho a proposta do WikiLeaks OK, mas que poderia ser muito diferente. Eles são um grupo que recebe as informações e faz juízo de valores para decidir o que vai ser publicado ou não. Ao mesmo tempo é legal que eles consigam ser esse canal para qualquer pessoa que possua uma informação nas mãos. Eu gosto muito do que escreveu o (jornalista) Pedro Dória, que os comparou ao Napster (programa de compartilhamento de arquivos, principalmente arquivos de música em formato MP3), que foi o primeiro. Vão fechar, mas não tem mais como parar essa ideia, porque as pessoas já entenderam que é possível distribuir leaks (vazamentos) de informação pela internet.

Você acredita em uma perseguição ao Julian Assange por parte dos governos?

Isso é um governo autoritário dando uma surra da maneira que ele pode. O que eles fizeram com o WikiLeaks é perigosíssimo, essa história das companhias assumirem a posição do governo e cortarem arbitrariamente fundos... Mas, ao mesmo tempo, é salutar. É bom a gente ficar esperto e perceber que com uma ligação o governo norte- americano pode impedir você de receber dinheiro.

Democracia online

Você já sofreu alguma perseguição política por conta do movimento?

A coisa mais parecida com isso foi quando a gente clonou o Blog do Planalto. Logo que o (ex-presidente) Lula lançou o blog dele, não havia espaço para comentários. Daí o pessoal no Twitter xingou muito e a gente criou um blog exatamente igual só que com comentários. Está no ar até hoje!  Fazer isso para a gente tinha a ver com provocar uma reação de que o problema não era exatamente ter aquele espaço ou não. Não é por ter comentários que um blog está, necessariamente, aberto ao diálogo.

Na sua opinião, onde estão os principais gargalos de comunicação entre assuntos governamentais e população no Brasil? O que seria fundamentalmente aberto, de fácil acesso e ainda não é?

Acho que não dá para apontar um gargalo principal. Atualmente estamos muito interessados na questão do SUS, que é uma caixa preta! As pessoas também falam muito de emenda parlamentar. O certo mesmo seria cada cidadão receber uma mensagem em seu celular cada vez que seu parlamentar apresentasse uma emenda. Mas antes disso é preciso que todos tenham claro o que é esse processo. Porque um instrumento que é legítimo dá margem para uma série de problemas.

Temos o exemplo da ''Primavera Árabe'', manifestações de populações de vários países árabes, que fizeram uso das redes sociais para se mobilizar, ir às ruas  derrubar ditadores e chamar a atenção da comunidade internacional. Como você acredita que a internet e as redes sociais poderão influenciar os acontecimentos políticos mundiais nos próximos anos?

A internet já diminuiu as fronteiras geográficas e está sacudindo a geopolítica internacional, os limites de atuação, colocando o mundo inteiro discutindo determinados temas que antes eram restringidos localmente. E isso funciona tanto para o bairro, que passa a ter a cidade, o país e o mundo como referência, como para o mundo que passa a ter todos os bairros como referência. Isso dá um caráter de diversidade para esse tipo de discussão. É sensacional que eu consiga curtir daqui um protesto que aconteça em Teerã porque eu não posso ir para lá, mas quero participar daquela revolução da maneira que me é permitida. Agora, cabe a nós criarmos novas maneiras que sejam mais eficazes do que clicar em um ''curtir'', mas que ainda possibilitem essa interação entre mundo e população.

 

 

 

 

 
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