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Você trabalha em uma empresa sustentável?
 
Empresas de qualquer tamanho e atividade podem ter iniciativas ambientalmente corretas e compromisso com a sustentabilidade. Veja o exemplo de um escritório de arquitetura em São Paulo.
 
25 de abril de 2010
por Camila Passetti
 

Para ajudar a frear os efeitos do aquecimento global, a emissão de gases de efeito estufa precisa ser reduzida. O desafio é enorme, por isso algumas empresas partiram para iniciativas sustentáveis – ou seja, ações que ajudam a diminuir a emissão de carbono na atmosfera e priorizam recursos renováveis da natureza.

Cresce a cada dia o número de empresas no país a adotar práticas de responsabilidade socioambiental, como informa o Instituto Ethos, uma organização sem fins lucrativos dedicada a difundir iniciativas desse tipo.

Um exemplo é o escritório GAS Arquitetura, em São Paulo, que vestiu a camisa dessa causa e não pretende tirar. “Começamos a implantar medidas de ecossustentabilidade no início de 2008”, conta o diretor Alexandre Galvão.
 
Ele explica que “ao contrário do que se pensa, as medidas necessárias são em sua maioria simples. Porém, exigem um trabalho de disciplina e conscientização interna”.

Por exemplo, separar o lixo para reciclagem e economizar energia e material de trabalho (ver lista abaixo). Mas a empresa foi além e contratou a ONG (Organização não-governamental) Iniciativa Verde para calcular a quantidade de gás carbônico emitida por ela a cada ano. Esse cálculo é feito segundo orientações da United Nations Framework Convention On Climate Change (UNFCC).

“Após o levantamento de dados, que durou cerca de um mês, chegou-se ao número de árvores que teriam de ser plantadas para compensar (absorver) a emissão dos gases”, conta Galvão.

O total de emissão foi constatado em 1,70 toneladas de gás carbônico por ano, que resultou na necessidade do plantio de 60 árvores. A ONG assumiu a responsabilidade do plantio e da manutenção dessas espécies nativas em uma área da Mata Atlântica.
 
A ação resultou na aquisição do selo “Carbon Free”, emitido pela Iniciativa Verde, única ONG brasileira autorizada a conceder o selo e reconhecida internacionalmente. Desde 1992, ela participa de estudos e projetos de aplicações de pesquisas científicas com o objetivo de tornar a ação do homem menos agressiva ao meio ambiente.

Além do selo, Galvão conta que a empresa recebeu um “forte reconhecimento do mercado”, com direito a elogios por todos os lados, estreitamento de laços com diversos clientes e até indicação de prêmio na área ambiental, o Top of Quality 2009.

“Além do que, internamente, eleva-se a autoestima da empresa e de todos os funcionários por saberem que fazem parte de uma estrutura responsável e adequada aos anseios atuais”, afirma o diretor.

Custa caro?

“Por realizarmos muitas ações sustentáveis, temos certeza que qualquer empresa, de qualquer porte, pode, sim, ter uma postura de responsabilidade ambiental condizente com a sua estrutura”, diz Galvão.

“São atitudes que demandam organização e vontade muito mais do que recursos financeiros. Algumas delas, inclusive, exigem uma redução de custos, como questões relativas à economia de energia e materiais”, afirma.

Ele acredita que “o início do processo depende da consciência e da busca de informações sobre o tema”.

Além de seguir exemplos de outras empresas, Galvão aconselha analisar as demais possibilidades baseando-se no cronograma e estrutura da empresa – tudo sem pressa e visando sempre ao aprimoramento dessas ações.

De acordo com o diretor, a cultura de sustentabilidade deve fazer parte da empresa e de cada funcionário para que tudo dê certo realmente. Outro passo importante é procurar uma ONG confiável para ajudar em todo o processo.

Questão de mercado

Tornar-se sustentável, segundo o empresário, tem vantagens que vão além da “postura ética e de responsabilidade frente àquele que pode ser considerado o maior embate de nossa geração, que é a questão ambiental”. No caso da GAS Arquitetura, que atende empresas de grande porte, ser sustentável gera credibilidade.

“Essas empresas também procuram ter uma imagem de responsabilidade socioambiental. Isso nos trouxe a necessidade de sair na frente em um mercado cada vez mais exigente nesse sentido”, revela.

Para citar um exemplo de que essa é uma tendência de mercado, Galvão relembra o último Encontro Bradesco de Fornecedores, o sétimo deles, que aconteceu em junho de 2009, no qual “a questão ambiental teve papel de destaque”.

Exemplos do que fazer

Dicas de Alexandre Galvão para um dia-a-dia sustentável:

- Separar o lixo e encaminhar a uma empresa de reciclagem (confiável);

- Reaproveitar papéis para rascunhos;

- Padronizar o envio de projetos em formato digital para redução de impressões;

- Padronizar o sistema de comunicação interna e com colaboradores externos por e-mail para redução do envio de cartas e determinados documentos;

- Trocar todas as lâmpadas por fluorescentes compactas;

- Analisar os gastos de energia elétrica dos equipamentos de informática para redirecionamento de futuras compras e devidas trocas;

- Dar preferência pela contratação de colaboradores ou serviços que possuam uma visão semelhante, com a intenção maior de influenciar o mercado à volta.

Eu posso sozinho

Mas não é preciso ter uma empresa para ser sustentável. Qualquer cidadão pode assumir uma postura ética, responsável e consciente.
 
São atitudes simples, como “dar preferência a processos e equipamentos que consumam menos energia ou preocupar-se com a geração e destino do lixo (minimizando o gasto de materiais e maximizando seu reaproveitamento)” que podem salvar o meio ambiente, ensina Alexandre Galvão.

Além de fazer a sua parte na prática, ele acredita que procurar propagar o conceito e as ideias de sustentabilidade é essencial para o sucesso do processo de cura do planeta. “Fale, divulgue e sirva de exemplo”.

Matéria produzida para o site Bradesco Universitários em 29/09/2009.

 
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arquitetura; sustentabilidade; aquecimento global

 
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