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Física quântica e os livros de autoajuda
 
Vários autores estão popularizando os conceitos de física quântica - que pesquisa o comportamento da matéria e seus componentes - em teorias de como viver melhor. Saiba o que ela significa e por que saiu dos laboratórios para entrar em nosso cotidiano.
 
16 de maio de 2007
por Ana Freitas
 

De onde viemos? Quem somos nós? Para onde vamos? De perguntas existenciais o homem sempre foi um poço sem fim. Muitas respostas foram dadas ao longo dos séculos, mas, longe de satisfazer nossa curiosidade, alimentaram novos e antigos questionamentos.

Assim como as descobertas do físico alemão Albert Einstein (1879-1955) relativizaram conceitos até então absolutos como o de tempo e espaço – com a criação da teoria da relatividade – e abalaram os mundos científico e filosófico, a popularização dos princípios da física quântica tem levantado mais uma vez questionamentos sobre o material e, principalmente, o imaterial.

De maneira sucinta, a física ou mecânica quântica, como é mais conhecida no meio acadêmico, é a área de estudos que pesquisa o comportamento da matéria e seus componentes, ou seja, átomos, moléculas, núcleos e partículas elementares.

O início das pesquisas que originaram as teorias pioneiras nesta área foi na mesma época em que Einstein desenvolvia seu famoso estudo sobre a relatividade, entre 1910 e 1920. No entanto, apenas a partir dos anos 1970 que os princípios da física quântica começaram efetivamente a ganhar cientistas e, posteriormente, filósofos e religiosos.

“A mecânica quântica ficou muito tempo afastada do imaginário popular. Diferente da relatividade, que tinha na excêntrica figura de Einstein uma espécie de relações públicas, não havia uma pessoa que personificasse a teoria. Foram muitos os pesquisadores que contribuíram para que ela ganhasse um corpo final”, explica o professor do departamento de física da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Raimundo Muniz.

Ciência e religião finalmente se encontram?

Mas o que de fato atrai o interesse de tantos leigos neste assunto tão teórico e, pelo menos à primeira vista, tão complexo e cheio de detalhes? A questão é que a física quântica, ao descrever a matéria numa escala tão pequena, chegou a conclusões no mínimo curiosas sobre o mundo microscópico.

Por exemplo, a mecânica quântica diz que uma partícula, para ir de um ponto a outro, não precisa passar por todos os pontos intermediários. Resumindo, o conceito de trajetória nem sempre pode ser aplicado. Trazendo isto para o mundo macroscópico, seria como irmos de um pondo a outro sem fazermos um caminho, apenas desaparecendo e reaparecendo em outro lugar.

Outro princípio da física quântica diz que toda partícula, ao menos numa escala micro ou nanoscópica, está diretamente ligada a todas as demais. Ou seja, seu comportamento influencia todo o resto.

Esta idéia de que tudo está interligado, que uma folha que caia no jardim de alguma maneira afeta uma pessoa que está lendo um jornal dentro de casa, é comum ser encontrada em textos budistas e de outras religiões, principalmente orientais.

Este poder de influência de uma coisa sobre outra estimulou leigos, místicos, parapsicólogos, religiosos e toda sorte de pessoas a trazerem os resultados de experiências realizadas com grandezas mínimas para a realidade cotidiana. O resultado é uma proliferação de interpretações leigas e distorcidas sobre a física quântica, que por sua vez é uma ciência com todos os atributos que a esta palavra concernem.

“A discussão filosófica que anda em paralelo às pesquisas científicas são sempre muito importantes, mas o que tem acontecido é a apropriação de conceitos da física quântica por charlatões que querem vender respostas a questões existencialistas”, alerta o professor, que não se conforma de encontrar uma física quântica distorcida nas prateleiras de auto-ajuda de livrarias.

De qualquer forma, cem anos depois de Plank, Niels Bähr, Heisenberg e outros físicos iniciarem os estudos em mecânica quântica, o homem ainda possui as mesmas perguntas sobre si e o mundo e, como esta ciência é conhecida como a física das possibilidades, nada mais natural que seja abraçada por tantos.

“A divulgação da ciência é muito bem-vinda, mas temos que ter cuidado para não distorcer os princípios ao encará-los de forma muito simplista”, diz Muniz.

Grandes resultados na aplicação tecnológica

Ainda que seja muito difícil obter os mesmos resultados das pesquisas microscópicas numa realidade macroscópica, a física quântica tem muito que contribuir para nosso cotidiano. As descobertas feitas nesta escala nanoscópica permitem experimentos que podem viabilizar, por exemplo, a construção de processadores quânticos, que tornariam computadores muito mais rápidos.

Graças à mecânica quântica também, hoje usamos controles remotos, aparelhos de CD, sem falar em aparelhos de ressonância magnética entre outros. “Existe um mundo de objetos em nossa volta que só tiveram a criação possível devido às descobertas no campo da física quântica”, comenta o professor.

Para um futuro próximo, Muniz destaca os bons resultados que estão surgindo de pesquisas aplicadas à informática. “Hoje o mundo dos computadores é centrado em bits, em breve será em quantum”, afirma.

E o Brasil não está atrás no que diz respeito a pesquisas neste setor. Há institutos de física em grandes universidades de todo o país, inclusive do Norte e Nordeste, que desenvolvem estudos na área. “Podemos dizer que a física no Brasil está bem desenvolvida, já não vemos hoje uma evasão tão grande de cientistas para o exterior”, comemora.

Matéria produzida para o site Bradesco Universitários em 15/01/2007.

 
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