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Em um mundo sem emprego, aprenda a procurar trabalho
 
Para o jornalista e especialista em marketing Marco Roza, os jovens devem sair da faculdade com a consciência de que diploma não é tudo e o emprego tradicional está com dias contados. É preciso, ensina ele, olhar à volta e enxergar oportunidades de trabal
 
17 de junho de 2007
por Paula Quental
 

O investimento na própria formação, acrescentando-se ao diploma de graduação o de mestrado, de doutorado, de MBA, e de tantos cursos e especializações quanto for possível, nunca foi tão alardeado como pré-requisito para conseguir um bom trabalho quanto nos dias de hoje. Mas há quem vá na contramão, e defenda que diploma está longe de ter essa importância apregoada.

"O conhecimento adquirido na universidade é a chave para alguns mundos, mas o indivíduo no mundo é maior do que o indivíduo com um diploma universitário", diz Marco Roza, diretor da empresa de marketing MDM e jornalista com experiência de 19 anos na grande imprensa.

Ele lançou no fim de 2003 o livro ’Procurar Emprego Nunca Mais’, pela W11 Editores, que deu origem a duas colunas semanais com o mesmo nome, uma editada pela Istoé Dinheiro Online e outra pelo jornal Diário do Grande ABC. Seu principal conselho é que, num mundo sem emprego, deve-se aprender a buscar trabalho e renda. E estes não estão em falta, garante.

O intuito de Roza não é desestimular os estudos e o aprimoramento técnico e intelectual, mas alertar aos que hoje estão iniciando suas carreiras que este esforço por si só não garante o emprego de carteira assinada, numa grande empresa, e por toda a vida. E isso simplesmente porque esta modalidade está em extinção.

Por outro lado, diz ele, há muitas oportunidades para quem aprende a ver além do que aprendeu na faculdade, enxerga as demandas da comunidade em volta e investe no relacionamento com as pessoas. "O vínculo tradicional com o mercado acabou, é preciso estabelecer outros vínculos, estar atento às necessidades desse mercado usando outros talentos", diz ele.

Para Roza, portanto, hoje só sobrevive quem estiver atento a gente e se relacionar. É assim, por exemplo, que se descobre a oportunidade de um novo negócio, de um novo nicho de trabalho. E se quebram até mesmo alguns paradigmas aprendidos na universidade.

"Passar pela universidade é um ritual de crescimento, de amadurecimento, mas é preciso ver o mundo com os próprios olhos. A universidade, mais do que formalizar conteúdos, pode ajudar o estudante, por exemplo, a organizar uma agenda de parceiros, um banco de empresas virtuais", diz Roza.

O jornalista refere-se à rede de relacionamentos (network), que vai ser importante para a vida profissional e futuras parcerias de negócios.

Plano B desde o início

Marco Roza defende que os tempos atuais exigem uma nova postura do profissional. Em geral, segundo ele, a carreira vai ser formada por períodos de emprego formal, jobs (trabalhos temporários) e, eventualmente, o desenvolvimento da própria empresa. Mesmo para quem está empregado ou quer iniciar a vida num emprego, Roza alerta que será necessário ter em mente uma alternativa, um Plano B.

"O estudante de hoje vai ter uma vida diferente da de seu pai, que passou 30 anos num único emprego. É possível que no mesmo período ele tenha 10 empregos, dez funções diferentes ou crie dez empresas", diz.

Mas essa realidade não necessariamente é pior, apenas diferente. Pode trazer mais liberdade e ser fonte também de maior satisfação profissional.

"É preciso estar preparado para analisar o mercado e enxergar oportunidades, buscar novas idéias", diz ele. Se olharem a sua volta, ensina o especialista em marketing, os jovens profissionais poderão encontrar "consumidores cheios de necessidades insatisfeitas".

Buscar oportunidades onde menos se procura

Uma das sugestões de Roza para os profissionais de nível universitário, detalhada no seu livro, é que eles busquem oportunidades em locais diferentes, fora do seu habitual círculo social e de trabalho. Por exemplo, aproximando-se da grande massa de trabalhadores que movimenta a economia de maneira informal, à margem do sistema,"mas com muita criatividade".

Eles representam um mercado consumidor poderoso, mas nem sempre valorizado, e que anseia por deixar a informalidade.

É um grupo que Roza chama de controladores do ’capital morto’, pegando emprestado o conceito criado pelo economista peruano Hernando de Soto (’O mistério do capital’). Soto fez um cálculo dos ativos (conjunto de bens, valores, créditos que formam o patrimônio de uma empresa) da economia informal dos países do terceiro mundo e chegou a um montante de US$ 9,3 trilhões.

São bens sem escrituras, sem documentos e sem empréstimos oficiais. "Entre os controladores do capital morto a produtividade é grande, mas lenta, porque falta a interface ou com o capital ou com o capital intelectual", explica Roza.

Da união do capital intelectual com o capital morto, segundo ele, podem resultar bons negócios para os dois lados, como uma fábrica de computadores mais baratos ou uma agência de publicidade voltada para mídias e produtos mais populares.

São caminhos alternativos para os jovens recém-formados. Quem sabe uma solução para os que estão preocupados com a falta crônica de vagas no sistema convencional formado pelas empresas estabelecidas e administrações públicas.

Matéria produzida para o site Bradesco Universitários em 16/05/2005.

 
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