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Prazer, Cartola
 
O documentário "Cartola - Música para os Olhos", lançado recentemente, traça um retrato sobre o músico, boêmio, mangueirense e "patrimônio nacional" Cartola, autor de músicas eternas do cancioneiro brasileiro, como "As rosas não falam" e "O mundo é um moi
 
09 de agosto de 2007
por Marcelo Jucá
 

Verde e Rosa. Rosas não falam. Cachaça. Carlos Cachaça. Nelson Sargento. Mangueira. Elton Medeiros. O Sol Nascerá. Dona Zica. Óculos Escuros. Angenor da Silva, o Cartola (1908-1980). Essa mistura de imagens, personagens, samba e histórias compõem o documentário "Cartola - Música para os olhos", dos pernambucanos Lírio Ferreira e Hílton Lacerda, sobre este que é um dos maiores sambistas brasileiros.

A dupla foi convidada por uma instituição privada a realizar uma pesquisa e montar um roteiro sobre a vida do músico Cartola. Ambos já haviam trabalhado em parceria no roteiro de "Baile Perfumado", de 1997, o primeiro longa dirigido por Lírio. O segundo foi "Árido Movie", e "Cartola" é o seu terceiro filme.

Depois de meses de pesquisa, com roteiro feito e entregue, a dupla resolveu que queria também dirigir e finalizar o documentário. "Nós ficamos possuídos pelo tema e decidimos fazer o filme", conta Lírio Ferreira.

A importância cultural de Cartola

No filme, a vida do personagem é montada entre imagens de antigos VHS (a preservação destes é de muita importância), depoimentos de críticos que comentam as influências musicais que deram origem ao que hoje se vê nas rodas de samba, e amigos que relatam a simplicidade e talento de Cartola.

Lírio Ferreira destaca que o documentário não tem o objetivo de esmiuçar cada passagem da vida do biografado. "Primeiro, porque cinematograficamente é impossível, segundo porque a idéia principal é a de mostrar a importância do Cartola no cenário cultural".

Cartola destacou-se pela original poesia de suas letras, cantando amores, injustiças e sonhos. O talento desse compositor contrastacom o fato dele só ter feito o primário. Mesmo assim, é considerado um dos mais importantes compositores e visto como um dos maiores sambistas brasileiros de todos os tempos.

Seu estilo próprio influenciou artistas dos mais diversos movimentos musicais, desde a bossa nova ao rock, e ajudou a colocar em cena músicos como Paulinho da Viola.

O documentário dá essa dimensão, apresentando como pano de fundo o Rio de Janeiro de antigos carnavais. Outro destaque importante é a intensa participação do grande amigo de Cartola Nelson Sargento, que, com a bandeira da Estação Primeira de Mangueira a suas costas, presta sua homenagem ao compositor. Lírio, por sua vez, fez a sua exibindo o filme para toda comunidade de Mangueira, com direito a muita feijoada.

Outros números musicais, inclusive um registro de Cartola cantando para seu pai, além de curiosidades reveladas em torno de seu nome e sobre as relações nem sempre amistosas entre produtoras e artistas completam o documentário. Lírio comenta que muita coisa teve de ficar de fora da edição final, mas que o objetivo que procuravam foi alcançado.

Cartola é apresentado até por ele mesmo: com jeito calmo e despretensioso, conta histórias e mostra porque é quem é. O próximo filme de Lírio, já em fase final de produção, também retrata a história de um músico: "O homem que engarrafava nuvens", documentário biográfico sobre Humberto Teixeira, que Lírio espera que seja lançado no final de 2007.

Músicos de diferentes raízes que, além de suas músicas, agora terão também registrados para a eternidade os sorrisos que fazem os outros sorrirem.

Angenor da Silva

Angenor da Silva, o Cartola, nasceu em 11 de outubro de 1908, no Rio de Janeiro. É considerado um dos maiores sambistas de todos os tempos, tendo composto sambas eternos como "Alvorada", "O mundo é um moinho" e "As rosas não falam".

Recebeu o apelido de Cartola quando trabalhava como servente de obra, e usava um chapéu-coco para não sujar os cabelos de cimento.

Na década de 1920, Cartola reuniu os amigos e fundou a Estação Primeira de Mangueira, com o verde-rosa como cores da escola, após o sambista Ismael Silva e o pessoal do Estácio fundarem a associação considerada a primeira Escola de Samba, a Deixa Falar.

Os sambas que compunha começaram a fazer sucesso nas vozes do cantor Francisco Alves e Sílvio Caldas nos anos 1930, mas somente aos 65 anos é que gravou seu primeiro disco.

Na década de 1960, já casado com Dona Zica, abriu o restaurante Zicartola, que ficou conhecido como ponto de encontro de sambistas e pela ótima comida. Morreu no Rio em 1980. Suas músicas foram regravadas por artistas como Chico Buarque, Nara Leão, Paulinho da Viola, Cazuza, Ney Matogrosso e Marisa Monte.

Matéria produzida para o site Bradesco Universitários em 30 de maio de 2007.

 
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