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Editoras universitárias se consolidam no Brasil
 
Ao contrário das editoras comerciais, as universitárias não visam ao lucro e sim à difusão de ideias e ao estímulo ao debate e á leitura. Contam com a parceria de instituições universitárias, mas não publicam apenas trabalhos acadêmicos.
 
30 de abril de 2007
por Ana Freitas
 

Nos últimos dez anos, o número de editoras universitárias no Brasil praticamente dobrou. Hoje, só a Associação Brasileira de Editoras Universitárias tem 114 associadas no país, todas com o mesmo propósito: estimular e divulgar a produção intelectual no meio acadêmico.

Ao contrário das editoras comerciais, as universitárias não visam ao lucro e sim à difusão de idéias e ao estímulo ao debate e à leitura. O que é arrecadado com a venda de uma obra é investido na produção de outra e assim é estabelecida uma cadeia produtiva de publicações de qualidade, sempre inovadoras e atuais.

“O objetivo de uma editora universitária não é o lucro, mas é claro que precisamos ter um retorno financeiro para conseguirmos publicar novas obras”, explica Leoberto Balbino, gerente editorial da Editora Anhembi Morumbi.

Para sobreviverem, algumas editoras muitas vezes contam com subsídios do Ministério da Educação (MEC), mas, em geral, a ajuda financeira parte das próprias instituições de ensino, uma vez que nem sempre os recursos advindos da venda de livros conseguem manter as contas fora do vermelho.

“Também contamos com parcerias de empresas e instituições que se preocupam com o desenvolvimento científico e cultural e estão em consonância com a missão institucional da universidade”, comenta Balbino.

Parcerias ajudam a enfrentar concorrência predatória

Além de prover o sustento financeiro, algumas parcerias ajudam as editoras universitárias a enfrentar a concorrência predatória das editoras comerciais. Isto porque, mesmo com o seu notável crescimento nos últimos anos, as universitárias representam apenas 8% do mercado editorial brasileiro e precisam brigar com gigantes para conseguir uma distribuição eficiente de suas obras.

“O maior problema do livro é a distribuição, por isso precisamos contar com as mesmas empresas particulares que fazem a distribuição das grandes editoras para garantir que nossas obras estarão nas livrarias de todo o país”, ressalta o editor da Anhembi Morumbi.

Algumas editoras já foram até mais além e criaram suas próprias livrarias. A Editora da USP (EdUSP), uma das pioneiras no país e já com 44 anos de vida, tem 17 livrarias, sendo 14 no próprio campus, duas no centro da cidade de São Paulo e mais uma no interior no estado.

A Editora UnB, da Universidade de Brasília, também tem mais de 40 anos de experiência e possui quatro livrarias próprias, onde apenas publicações de editoras universitárias são comercializadas.

Obras devem ser originais e inéditas

Os critérios para a publicação de uma obra numa editora universitária são parecidos com os adotados para publicação de artigos em revistas científicas: originalidade e ineditismo. Para a seleção dos originais, a maioria das editoras possui um conselho editorial formado por professores da própria instituição e que avaliam a qualidade da futura publicação.

Geralmente, as editoras não restringem seus autores ao corpo de professores ou alunos da universidade e publicam obras de pesquisadores de outras instituições. “Se o livro segue os critérios estabelecidos pelo conselho editorial ele pode ser selecionado independentemente da instituição a que pertence o seu autor”, explica Leoberto Balbino, gerente editorial da Editora Anhembi Morumbi.

Não são publicadas apenas dissertações de mestrado e teses de doutorado, mas também trabalhos de iniciação científica, livros de caráter didático e até revistas e periódicos institucionais. “Publicamos o que estiver relacionado com as áreas nas quais a universidade atua. Além dos livros, editamos revistas e desenvolvemos conteúdos para sistemas online que atendam o público universitário”, completa Balbino.

Como a Universidade Anhembi Morumbi é reconhecida especialmente por seus cursos nas áreas de design, moda e turismo, sua editora também foge um pouco dos padrões de estudos científicos. Mas nem por isso os critérios para a publicação são menos rigorosos.

“Os cursos da Anhembi são inovadores e assim devem ser também nossas publicações, principalmente porque há poucos trabalhos acadêmicos editados nas áreas que atua a universidade. Desta forma, a editora acaba estimulando uma produção que não existe no mercado de editoras comerciais”, acrescenta Balbino.

Matéria produzida para o site Bradesco Universitários em março de 2006.

 
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