Notícias
Últimas
Da Hipermeios
Arte e Cultura
Entrevistas
Mundo profissional
Saúde e bem-estar
Universidade
Vida sustentável
Colunas
 
Destaques
Festivais: arte pulsante por todo o Brasil
O Brasil é hoje um caldeirão pulsante de arte e cultura, com um número crescente de festivais se espalhando pelo interior. Longe do circuito tradicional das grandes capitais, acostumadas a receber megaeventos, cidades do interior têm abrigado iniciativas de pequeno e médio porte, viabilizadas por redes de apoio e pessoas interessadas em produzir e incentivar a cultura. [+]
 
Pedro Markun: 'A política não precisa ser uma coisa que a gente detesta'
Ele é um dos idealizadores do movimento Transparência Hacker, que reúne jovens de várias profissões com a proposta de juntar comunicação e tecnologia em favor dos interesses da sociedade. Por exemplo, ajudando a tornar mais transparentes as informações sobre as ações de governantes e parlamentares. [+]
 
 
Busca

 
Tags
alimentação artes plásticas autoconhecimento carreira cinema consumo consciente cultura economia da cultura educação empreendedorismo estágio estresse história internet literatura meio ambiente música poesia pós-graduação psicologia

 
 
sexta-feira, 26 de maio de 2017 Quem somos
Serviços
Portfólio
Clientes
Contato
Página Inicial > Notícias > Arte e Cultura
 
A dança como profissão, por Ivaldo Bertazzo
 
O coreógrafo e professor fala sobre sua trajetória para tornar-se um profissional e a capacidade que a dança tem de transformar a vida das pessoas.
 
04 de abril de 2010
por Michele Vitor
 

A motivação e a busca incessante pelo aperfeiçoamento são essenciais para quem quer ser um verdadeiro profissional. Segundo o coreógrafo e professor de dança Ivaldo Bertazzo, fazer da dança uma profissão exige muito esforço e dedicação.

Foi assim, se empenhando, que ele próprio começou sua trajetória profissional. “Existe no jovem um desejo muito grande de fazer, que transparece a motivação para quem vê. Eu mostrava essa motivação, brilho e encantamento por esse universo que, até então, nem conhecia direito”, comenta.

Tal encantamento pelas artes surgiu cedo e foi se fortalecendo ao longo dos anos. Durante sua adolescência, na década de 1960, ele tinha um sonho: ser ator.

No entanto, após conhecer a companhia de Maurice Béjar, um dos maiores coreógrafos da época, a paixão mudou de direção, mas não de sentido. A partir de então, a dança passou a fazer parte de seus planos.

Ivaldo acredita que é preciso investir em estudo e conhecimento, como ele mesmo fez um dia, fazendo cursos e viagens que pudessem lhe oferecer aprendizado sobre a dança, inclusive em outros países, como a Índia, sua principal fonte de estudo.

De acordo com o coreógrafo, para tornar-se um dançarino profissional é importante cursar uma faculdade de dança ou cursos profissionalizantes, que podem variar de acordo com as regiões do país.

Viagens também podem contribuir muito para quem está interessado em aprender uma dança de determinada cultura.  “As viagens me ajudaram muito. Conheci Paris, Espanha, Hungria, Polinésia, Indonésia, entre outros. Tive mestres na Índia que me ensinaram a arte dos movimentos”, conta.

Diferentemente de sua época de juventude, o coreógrafo explica que atualmente existem algumas universidades de dança espalhadas pelo país, como no Rio de Janeiro e no interior de São Paulo, onde está a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), referência no segmento.
 
Além disso, existem muitas companhias de dança onde é possível aperfeiçoar o conhecimento. “Só que na maioria dos casos, essas companhias já selecionam bailarinos prontos para fazer parte de seu quadro, com vocação e muito preparo”, explica.

Mas, apesar das dificuldades, ser dançarino é um sonho que deve ser perseguido por ser uma bela profissão, que encanta e emociona as pessoas.

“É interessante como em uma apresentação as pessoas choram e se comovem. A dança é capaz de mexer com os sentimentos mais profundos de quem está assistindo”, diz Ivaldo.

As dificuldades da profissão

Segundo o coreógrafo, a profissão de bailarino, assim como tantas outras, depende da boa vontade para alcançar seu objetivo. O desgaste físico, gerado pelo esforço repetitivo dos movimentos, pode chegar a gerar sérias consequências.

“É uma profissão curta se comparada a de um esportista. Normalmente, não é uma profissão que dure por mais de 20 anos. Quando comparamos aos esportistas vemos as complicações”.

“Apesar de também sofrerem lesões, os atletas costumam ganhar bem e, por isso, têm condições financeiras de tratar seus problemas físicos com rapidez, já os dançarinos encontram mais dificuldades”, afirma.
 
Ele explica que o dançarino pode ganhar “razoavelmente bem” se fizer parte de uma companhia reconhecida ou se atuar no exterior, alcançando uma renda de cerca de R$ 5 mil por mês.

No entanto, o fato de ser um trabalho por tempo limitado, faz com que o profissional não consiga juntar muito dinheiro e, em alguns casos, encontre dificuldade para conquistas básicas, como, por exemplo, a compra de um imóvel.

A dança transformando vidas

E quem não gosta de dançar? Os movimentos fazem com que o corpo se solte, evidencie emoções e transpareça sensações proporcionadas pela música. Sozinho ou acompanhado, a dança pode se tornar uma terapia, uma válvula de escape para aliviar as tensões do dia-a-dia.

Muitas pessoas tiveram mudanças significativas em suas vidas após o contato com a dança. O trabalho de Ivaldo Bertazzo sempre foi além de ensinar em sua escola. Inúmeros projetos sociais foram organizados e transformaram a vida de muitas pessoas.

“Eu desejei estudar, aprender e depois ensinar. Foi quando montei meu espaço, a Escola do Movimento (em São Paulo). Na época não havia faculdades de dança como hoje”, comenta Ivaldo.

Advogados, designers, donas de casa, estudantes são alunos da Escola do Movimento, que participam de inúmeros espetáculos montados por Ivaldo.

“Esses espetáculos têm justamente essa diferença, não há ninguém com aquele corpo esculpido de bailarino. E mesmo assim, realizamos várias apresentações que chegam a emocionar o público. Um verdadeiro sucesso que acontece até hoje”, conclui.

Outro exemplo claro das possíveis mudanças na vida das pessoas é o Projeto Dança Comunidade, que reúne, desde 2003, jovens da periferia paulistana com idades entre 13 e 28 anos.

Com treinamento pesado e dedicação por cerca de 30 horas semanais, os jovens se revezam entre várias atividades, como o curso do método Bertazzo e coordenação motora, aulas de canto, percussão, ritmo, lingüística, saúde e história da dança.

Após tanta dedicação, as atividades transformaram esses jovens carentes em profissionais da dança. O trabalho rendeu espetáculos, como o Samwaad – Rua do Encontro, que foi visto por mais de 80 mil pessoas em todo o país, além de ter ido à França e Holanda.

Além da formação de companhias profissionais de dança, ele também inovou com o projeto Cidadão Dançante, que mostrou a todos os interessados em dança que é possível ser dançarino sem ser bailarino.

Matéria produzida para o site Bradesco Universitários em 14/10/2009

 
Imprima
 
7 comentário(s)
 
Gosto muito de dança principalmente o break, a dança é tudo pra mim. Quero ser um coriografo.

Comentário de Anthony ricardo, 06/07/2012
 
Eu gosto muito de dança

Comentário de michele, 23/09/2011
 
eu amo dança,adora dançar,quero ser muito um professora profissional de dança,quero mostrar meu talento pra meus pais e muitas outra pessoas como eu sou capaz de fazer muitas coisas com a dança.E eu vou estudar muito pra ser um professora de dança *-*

Comentário de luana, 13/09/2011
 
a dança pra mim é minha vida e pretendo seguir a carreira de coleografa,mas não sei por onde começar vontade e determinação eu tenho so preciso de uma ajudinha de um profissional na área pra mi orientar pretendo seguir os passos de Carlinhos de Jesus...

Comentário de karol, 24/08/2011
 
amo dança inclusive balé, mas ainda não tive oportunidade de aprender, se eu começar agora aos 23 anos há chance de eu me tornar uma professora ou é tarde demais, estou cursando 1º semestre de ed. física e queria me especializar em dança, mas acho que aos 23 é muito tarde, me dê uma luz

Comentário de walderline dantas, 25/01/2011
 
amo dança inclusive balé, mas ainda não tive oportunidade de aprender, se eu começar agora aos 23 anos há chance de eu me tornar uma professora ou é tarde demais, estou cursando 1º semestre de ed. física e queria me especializar em dança, mas acho que aos 23 é muito tarde, me dê uma luz

Comentário de walderline dantas, 25/01/2011
 
olha eu gosto muito dança enclusive eu danço hip hop eu tenho um sonho de se tornar um profissional na dança do hip hop e conheçer paises com a minha dança.

Comentário de wesley cuba de moraes, 24/11/2010
 
leia na mesma seção
Brasileiros se rendem à cultura pop japonesa
Festivais: arte pulsante por todo o Brasil
Dilema digital: Como fazer história no futuro?
A arte contemporânea do grafite
A presença do livro digital
Em debate, o conto.
Documentário conta a história do baião
Alex Flemming: reflexões sobre a globalização
O mercado de animação de vento em popa
A arte politizada 'made in Brazil'
Tatiana Belinky: energia de sobra aos 90
Vanguarda jazzista em São Paulo
O teatro que atrai os jovens
Quantos livros cabem no seu bolso?
1808, o ano em que o Brasil virou nação
O mundo inovador de Guimarães Rosa
A cultura movimentando a economia do planeta
Os ventos da Tropicália, 40 anos depois
Drummond, poeta inovador
Não perca o próximo espetáculo de dança
Prazer, Cartola
A leveza do deserto na prosa e poesia brasileiras
Editoras universitárias se consolidam no Brasil
Internet dá origem a uma nova forma de arte
Jovens descobrem o samba e resgatam tradições
Monteiro Lobato na internet
Música independente dá vigor à cena da MPB
Quem são os novos cinéfilos?
Rádios online e podcasts, novas formas de ouvir música
Saiba o que é indústria criativa
Tem influência árabe até no samba
O legado de Itamar Assumpção
Blogs abrem espaço para difusão cultural
 
Tags relacionadas
dança; cultura

 
© Hipermeios 2006-2017. Todos os direitos reservados.
Rua Garcia Lorca, 147 | São Paulo SP | 05519-000 / tel +55 11 3285 2577

  RSS 2.0 | Mapa do site | Espaço privado | Créditos